
Dois jornalistas foram convidados a confrontar idéias, um defende a liberação do diploma e outro não aprova a decisão do STF
Pedro Henrique Martins
No dia 17 de junho o Supremo Tribunal Federal (STF), por decisão de seus ministros decidiram suspender a obrigatoriedade do diploma de nível superior para o exercício da profissão de jornalista. A votação aconteceu em plenário, por oito votos a um, os ministros atenderam a um recurso do Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão no Estado de São Paulo e do Ministério Público Federal. Na ocasião o único a votar pela exigência do diploma foi Marco Aurélio Mello.Com a finalidade de discutir esse assunto os alunos do 6º período do curso de jornalismo da Universidade do Vale do Sapucaí em Pouso Alegre, realizaram na última quarta-feira (28) um debate sobre a não exigência do diploma. Os convidados, os jornalistas Rafael de Almeida Rego e Izabela Campos Ocariz, foram os responsáveis pela explanação do tema. Cada um defendendo sua opinião. O encontro foi mediado pelo jornalista Jonas Costa Silva.
Rafael que defende a obrigatoriedade do diploma respondeu de maneira cautelosa as perguntas do mediador. Já Izabela foi além quando atribuiu seus argumentos a favor da não exigência do diploma. De início foram abordados assuntos jurídicos, como por exemplo, a extinção Lei de Imprensa em 30 de abril, também pelo STF. Outros assuntos foram discutidos.
Para Rafael não é admissível uma pessoa sem experiência técnica e humanística, sem o aprendizado de um curso superior ser jornalista. “Não é aceitável. Como que pessoas sem diploma vão saber trabalhar na área, redigir um texto na técnica jornalista, fazer a tradução de um texto de economia para um público menos elitizado”, conclui. Entre outros assuntos, esse chamou a atenção do público. A estudante Quézia Nogueira é uma delas. “Como aluna de jornalismo eu estou de acordo com o Rafael, sem experiência acadêmica é impossível”, diz.
Já Izabela explicou quais os motivos que é contra o diploma. “O que o STF fez foi regularizar um fato que já existia. Muitas pessoas sem diploma já trabalham na área há tempos e ninguém fazia nada, menos sendo proibido. A queda do diploma veio para regularizar centenas de profissionais”, relata. Por se tratar de um ambiente estudantil de jornalismo, Izabela não teve muito apoio. A maioria do público que prestigiou o evento é a favor do diploma. “Mesmo estando em um território não muito neutro, foi bom à experiência. O debate foi positivo”, conclui em entrevista exclusiva a reportagem.
Após responder as perguntas do mediador, foi aberto espaço para o público presente. Entre eles jornalistas da região e professores da Univás. Cada convidado teve um minuto para responder as perguntas, com direito à réplica e tréplica. No final cada entrevistado teve dois minutos para considerações finais.
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